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Engenharia de Software

12/05/2026

Marcelo Sader

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O Futuro da Religião: Quando a Tecnologia Encontra o Budismo

A ordenação de Gabi, o robô monge, e suas implicações para a espiritualidade moderna.

Recentemente, o mundo ficou surpreso ao ver um robô humanoide chamado Gabi ser ordenado monge budista em uma cerimônia no templo Jogye, em Seul, Coreia do Sul. Vestido com túnicas tradicionais e equipado com um rosário budista, Gabi participou do ritual ao lado de monges humanos, respondendo afirmativamente a perguntas sobre sua dedicação ao Buda e aos ensinamentos sagrados. Essa iniciativa da Ordem Jogye busca aproximar o budismo das novas gerações, especialmente em um contexto onde a religião enfrenta desafios, como a diminuição de adeptos entre os jovens. A cerimônia de ordenação, que envolveu gestos de reverência e a adaptação dos cinco preceitos budistas para o robô, levanta questões interessantes sobre a interseção entre tecnologia e espiritualidade. Os preceitos adaptados para Gabi incluem diretrizes como não danificar outros robôs e economizar energia, refletindo uma visão de responsabilidade e compaixão que é central no budismo. Historicamente, essa não é a primeira vez que robôs são inseridos no contexto religioso. Em 2019, o robô Mindar começou a atuar em um templo no Japão, recitando sutras e interagindo com os visitantes. Esse uso da tecnologia nos templos budistas pode ser visto como um reflexo das mudanças culturais e das necessidades contemporâneas dos praticantes. Enquanto isso, na perspectiva cristã, a presença da tecnologia nas práticas religiosas também pode ser debatida. A interação entre fé e inovação tecnológica sugere que, embora métodos e formas de adoração possam evoluir, os valores fundamentais de compaixão, sabedoria e responsabilidade permanecem centrais. Tanto no budismo quanto no cristianismo, a busca por um propósito maior e a conexão com o divino continuam a ser a essência da prática espiritual. A ordenação de Gabi pode ser vista como um símbolo de como as religiões estão se adaptando e respondendo aos desafios do mundo moderno. A tecnologia, quando utilizada de maneira ética e responsável, pode servir como um meio de conectar as pessoas com seus ensinamentos espirituais e com a comunidade. Assim, a colaboração entre religião e tecnologia pode abrir novos caminhos para a espiritualidade no futuro, refletindo uma visão de que o progresso e a fé podem coexistir e se reforçar mutuamente.

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